Se você sonha com o seu diploma de ensino superior mas tem dificuldade de arcar com as mensalidades de uma faculdade privada, uma bolsa integral de estudos pode te salvar. É um benefício concedido por algumas instituições de ensino direcionados àqueles alunos que não podem arcar com todas as despesas do curso.

Aqui no Blog Vai de Bolsa, já falamos sobre alternativas para o financiamento estudantil. No entanto, obter uma bolsa integral de estudos é um pouco diferente, já que o estudante não precisará arcar com nenhuma despesa.

Acompanhe nesse post como funcionam algumas iniciativas de bolsa integral de estudo no Brasil e como conseguir uma. Além disso, vamos falar um pouco das diferenças das bolsas integrais para os financiamentos tradicionais.

Como conseguir uma bolsa integral de estudo

Estudar em uma universidade e ter o diploma de conclusão do ensino superior é o sonho da maior parte dos estudantes, certo? Pode ter a certeza que sim. Porém, nem todos conseguem garantir uma vaga em uma universidade pública, por causa da concorrência do vestibular. Por outro lado, em algumas universidades privadas, costumam sobrar cadeiras.

O problema é que nem todos podem arcar com os valores das mensalidades da faculdades. Nesse caso, o principal motivo é a condição socioeconômica da pessoa. Para sanar esse problema, existem alguns programas que incentivam a oferta de bolsas de estudos, sejam elas integrais ou parciais. Mas como conseguir uma?

Para obter uma bolsa integral de estudos é preciso antes de tudo verificar em qual programa você se encaixa e qual a instituição que o aceita. Desse modo, você deve conhecer quais bolsas são ofertadas. Mas saiba que a premissa básica para ganhar uma bolsa de estudo é ser bom aluno e ter que comprovar renda.

Veja a seguir os programas ofertados:

ProUni

Programa Universidade Para Todos (ProUni) é maior programa do governo federal de oferta de bolsas. Ele é viabilizado através do Ministério da Educação (MEC) e oferece aos estudantes a possibilidade de continuarem no ensino superior através de uma bolsa integral ou parcial de estudo.

A primeira exigência para ter direito ao ProUni é ter feito todo o ensino médio em uma rede pública de ensino ou ainda ter sido bolsista em uma escola privada. Além disso, também é fundamental ter feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no ano anterior. Ou seja, no ano de 2018 se você for participar do ProUni 2019. Sendo assim, é importante saber que é preciso atingir uma pontuação mínima na prova de 450 pontos. E, ainda, não ter zerado a prova de Redação.

Ao cumprir esses pré-requisitos, o candidato à bolsa deverá fazer um cadastro no portal do ProUni. Para isso, basta acessar o site do ProUni e ver se há processo seletivo em aberto.

O candidato deverá obedecer ao que pede o edital, como ter uma renda familiar dentro do exigido pelo programa. Para ter a bolsa integral, a renda familiar per capita bruta não deve ultrapassar o valor de 1,5 salário mínimo. Já as bolsas parciais contemplam famílias com a renda de até 3 salários mínimos.

Caso você seja aprovado como bolsista, você também deverá respeitar as exigências vigentes no manual do bolsista. Isso quer dizer que não é permitido reprovar em mais de 75% das disciplinas e, em hipótese alguma, reprovar por infrequência FI (Frequência Insuficiente). Caso aconteça isso, o aluno perderá automaticamente a bolsa.

Saiba mais detalhes sobre o Prouni no blog Vai de Bolsa.

Educa mais Brasil

Caso você não tenha feito o Enem, fique tranquilo que é ainda é possível concorrer a uma bolsa de estudo que cobre até 70% das despesas de mensalidade. Essa também pode ser um caminho viável para fazer um ensino superior para quem tem dificuldade de custear a faculdade, por ser uma bolsa quase integral.

Embora o programa não ofereça uma bolsa integral de estudos, essa pode ser uma maneira de baratear o valor das mensalidades cobradas pelo curso e obter um diploma. Para candidatar-se a uma bolsa, basta fazer a inscrição no site do programa. Vale lembrar também que é preciso verificar se a instituição que você vai estudar faz parte do rol de parceira que o programa dispõe.

Além disso, é preciso cumprir alguns pré-requisitos exigidos pelo Educa Mais.

Bolsas para universidades públicas

Se você está estudando em uma universidade pública, saiba que pode se candidatar a uma vaga de bolsista. Para isso, você deve procurar a secretaria responsável da instituição e se informar sobre quais são os editais em aberto.

Algumas bolsas de iniciação científica e monitoria, por exemplo, costumam estar disponíveis no início do primeiro semestre. Nesses casos, você trabalhará em média 20 horas por semana em algum setor da universidade, por um valor em dinheiro que vai te ajudar nas contas. Procure a secretaria da sua universidade para se informar.

Por outro lado, há bolsas de auxílio para quem está na universidade e mora longe de casa. Você também pode se candidatar a uma bolsa de permanência pelo ProUni. Desse modo, essa bolsa pode dar mais tranquilidade a você para estudar em uma instituição longe de sua cidade. Pra isso, fique atento aos editais.

As bolsas acima se encaixam nas ações de permanência estudantil.

Bolsa empresa

Saiba que também é possível tentar uma bolsa caso você trabalhe em uma empresa que seja parceira de alguma instituição de ensino ou que ofereça esse benefício. Desse modo, algumas empresas costumam oferecer bolsas de estudos aos seus funcionários para que permaneçam trabalhando e tenham uma capacitação melhor.

Geralmente essas bolsas são oferecidas se estão de acordo com as funções que o funcionário desempenha. Como essa é uma iniciativa da própria empresa, cabe ao funcionário buscar informações junto ao RH (Recursos Humanos) das suas empresas.

Através das próprias universidades particulares

Se você está estudando em uma universidade particular, saiba que algumas instituições costumam oferecer bolsas integrais próprias. É importante você buscar informações na instituição e também verificar se isso não interfere em alguma outra bolsa que você esteja ganhando.

As bolsas nas instituições privadas também costumam beneficiar quem teve nota alta no Enem ou está cursando a segunda graduação.

Bolsa de estudo e financiamento. Qual a diferença?

Além das bolsas de estudos, existe também um programa do governo que permite o acesso à educação nas universidades privadas. Esse benefício é chamado de Programa de Financiamento Estudantil (Fies).

A diferença desse programa é que o estudante paga as mensalidades financiadas após o término do curso. Sendo assim, o Fies é um subsídio que permite que o aluno consiga concluir os estudos estando matriculado regularmente em uma instituição de ensino privada.

As taxas de juros são baixas e conforme o caso, os encargos não devem comprometer mais do que 10% da renda familiar. Vale lembrar ainda, que o percentual de financiamento passou a ser de 100% no ano de 2010. Isso permitiu que o aluno solicite o financiamento em qualquer período do ano. Portanto, essa também é uma forma alternativa de ingressar em uma instituição de ensino. Só que com o dever de quitar as despesas após a conclusão do curso.

De 2015 até os tempos atuais a taxa de juro aumentou consideravelmente, com a finalidade de manter sustentável o programa. Desse modo, passou de 3,4% a.a. para 6,5% a.a.

Mesmo assim, ainda é uma taxa de juros razoável e que pode permitir que você garanta um financiamento baixo para adquirir um diploma.

O que é preciso cuidar em um financiamento?

Caso você tenha conseguido um financiamento para estudar, você deve entender que você pegou um valor que será devolvido de acordo com o juros estipulado. Sendo assim, deverá respeitar o contrato e pagar no prazo e na carência certa.

Caso você fique inadimplente, poderá acarretar em problemas para você conseguir abrir uma linha de crédito em algum banco, financiar uma casa ou um carro. Portanto, você deve tomar cuidado na hora de financiar o curso para não comprometer a sua vida financeira. Mesmo com um juros baixo e atrativo, muitos caem na inadimplência e isso causa transtorno para você e para o programa.

Hora de planejar seu futuro, e economizar!

Agora que você sabe mais sobre o que é uma bolsa integral de estudo, e a diferença entre ela e um financiamento estudantil, talvez seja a hora de planejar o seu futuro acadêmico. Você pode saber mais sobre bolsas de estudo no blog Vai de Bolsa.