Se você está estudando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), provavelmente já passou por um momento onde estava cansado de estudar. Ou então, queria encontrar alguma forma diferente de obter conhecimento. Pensando nisso, separamos 8 documentários para estudar para o Enem.

Dessa forma, você consegue dar uma relaxada, e estudar ao mesmo tempo, já que no exame caem questões relacionadas à atualidade ou a ciências humanas.

Junte o útil ao agradável. Pegue seu bloco de notas, sua pipoca e venha conhecer os documentários para te ajudar a estudar para o Enem.

Documentários para estudar para o Enem:

1. Obsolescência Programada

O capitalismo incentivou, dentre muitas outras coisas, a obsolescência programada.

Este é o nome dado a diminuição proposital da duração de vida de produtos industrializados, com o intuito de fazer as pessoas comprarem versões atuais do mesmo produto.

Sabe quando seu celular quebra, e o custo para arrumar é tão alto que vale a pena comprar um novo? Então, é sobre isso que estamos falando.

O documentário espanhol foi lançado em 2010 na Europa, mas chegou nos Estados Unidos apenas no ano de 2016, com o nome The Light Bulb Conspiracy, em tradução A Conspiração da Lâmpada.

O nome faz referência à indústria da lâmpada, que na década de 1920 produzia lâmpadas com duração de 2.500 horas. Hoje em dia, as lâmpadas possuem uma duração média de 1.000 horas.

A diminuição do tempo de vida foi exatamente para estimular o consumo de novas lâmpadas.

O tema é muito atual, e o documentário aborda os impactos do consumismo desenfreado, como por exemplo o aumento desenfreado da produção de lixo pela sociedade em que vivemos.

Este é um dos documentários para estudar para o Enem que você pode utilizar, pois ele aborda o tema obsolescência programada, aumento da produção de lixo, capitalismo e os danos ao meio ambiente que a forma de consumo atual causa.

2. Feministas: O que elas estavam pensando?

O documentário da diretora Johanna Demetrakas aborda a vida das mulheres, usando um álbum de fotos antigos para traçar um paralelo dos anos 1970 até a atualidade.

Durante o documentário é possível ver o despertar das mulheres, que deixaram de lado restrições culturais impostas desde a sua infância, para então, abraçar a si mesmas.

Além de falar sobre as grandes mulheres da segunda onda do feminismo dos EUA, também é possível entender que, apesar de todas as mudanças, ainda se faz necessário mais mudanças no âmbito cultural e social.

Este é um dos documentários para estudar par ao Enem que está disponível na Netflix e pode ajudar o estudante em temas como igualdade de gênero, busca de direitos e direitos humanos.

3. The Mask you live in

Este documentário de 2015 fala aborda a pressão sobre o que é ou não ser masculino, trazendo temas como “masculinidade frágil” e como a formação cultural, atrelada ao machismo, limita a definição de masculinidade, causando problemas psicológicos e de comportamento aos homens.

Homens que não performam a masculinidade agressiva são sempre questionados sobre sua masculinidade, atratividade e orientação sexual perante a sociedade.

Com ideias que fogem de doutrinas e que podem ser digeridas com uma simples reflexão, o documentário foca em como os pensamentos limitantes sobre masculinidade estão fazendo mal aos meninos e homens da atualidade.

Além disso, fala sobre a “crise dos meninos” nos EUA, e mostra como meninos podem ser criados de maneira mais saudável. A participação de especialistas da área também é bem interessante, e agrega muito ao tema.

Temas como machismo, igualdade de gênero, sexualidade, homofobia e saúde emocional podem ser facilmente atrelados à este documentário.

4. Brasil, uma história inconveniente

O documentário em questão foi produzido em 2001 por Phil Grabsky para a BBC/History Channel. Chegou a ganhar um Gold Remi Award no Houston International Film Festival no mesmo ano. Ele aborda a maior emigração forçada da história da humanidade: quando Portugal trouxe escravos de Angola para o Brasil.

O número de escravos no Brasil chegou as ser 10 vezes maior se comparado a população e escravos na América do Norte.

Enquanto poucos portugueses enriqueciam, se esbanjavam com comida, ouro e prata, milhares de escravos africanos e indígenas passavam fome, eram submetidos a tratamentos inumanos, trabalhos exaustivos, e muitas vezes morriam devido às condições em que viviam.

O impacto da escravidão no Brasil, que foi o último país da América Latina a abolir a escravidão e chegou a ter metade da sua população sendo escravos, sofre os impactos até hoje.

No documentário você vai entender um pouco mais sobre essa realidade que o país viveu.

“Brasil, uma história inconveniente” é na verdade, uma história inconveniente para Portugal, seu colonizador. O documentário, apesar de não ser tão recente, é muito útil. Vale utilizar nas redações que falam sobre a história do Brasil, Portugal e escravidão.

5. The True Cost

Este documentário produzido em 2015 aborda um assunto muito importante, o impacto que o mercado do vestuário causa no mundo. Com roupas que estão custando cada vez menos para os bolsos e mais para o meio ambiente, fica a reflexão: qual o impacto que a indústria da moda causa no mundo? Quem realmente paga o preço pelas roupas?

O documentário também mostra o passo a passo de toda a produção, com os impactos causados no meio ambiente, mão de obra barata e com longas jornadas – que muitas vezes chegam próximas de um regime de trabalho escravo – e o impacto que a produção industrial em larga escala pode causar.

Você já pensou na quantidade de roupas que são deixadas de lado, assim que a estação muda, e entra uma nova coleção de moda?

Este tema é muito interessante para agregar em redações sobre moda, escravidão moderna, direitos humanos e, principalmente, consumismo.

6. Hiroshima

Como o próprio nome diz, o documentário aborda o bombardeio nuclear que destruiu a cidade de Hiroshima em 1945. É possível ver filmes e arquivos antigos, além da visão de sobreviventes, como soldados, cidadãos e prisioneiros norte-americanos.

É possível entender as consequências e a repercussão que o bombardeio trouxe ao Japão. Este é um tema que, deve ser entendido, pois pode aparecer nos exames do Enem.

7. What the Health

Existem vários documentários para estudar par ao Enem que tratam o assunto alimentação e saúde. What the Health é um deles e foi anunciado como “o filme de saúde que as organizações de saúde não querem que você veja”.

Isso porque o documentário se aprofunda nas estratégias usadas pelas grandes empresas alimentícias para lucrar com alimentos comprovadamente prejudiciais, colocando em cheque a saúde da população que consome seus produtos.

Além disso, mostra também a interação que essas empresas possuem com farmacêuticas e organizações de saúde.
Com um alerta sobre os impactos que alimentos transgêneros podem causar para as pessoas, o documentário foca bastante na indústria da carne e leite.

Além disso, fica evidente também os bilhões de dólares que estão em jogo nas indústrias de saúde e relacionadas.

Este documentário te dará insumo para redações sobre saúde, alimentação saudável, obesidade e sustentabilidade.

8. The Truth about Alcohol

Muito mais do que condenar o consumo do álcool, este documentário aborda informações científicas sobre os riscos e benefícios da bebida.

É um documentário bastante realista e desmistifica alguns supostos benefícios que o consumo de álcool traz para quem o consome, como por exemplo o mito de que tomar uma taça de vinho por dia evita o risco ao ataque cardíaco.

Apesar de mostrar os malefícios do álcool, o documentário não demoniza o consumo e nem é uma propaganda anti álcool. A ideia é realmente explorar toda a ciência do álcool, entendendo como ele reage ao organismo, mesmo em poucas quantidades.

Dentre os documentários para estudar para o Enem, este é muito interessante. Ele pode ser usado em redações sobre alcoolismo, consumismo e saúde.

Bônus: Chernobyl

Recentemente a HBO apresentou a série Chernobyl, que foi amplamente elogiada pela crítica e pelo público. A série conta a história do desastre da usina nuclear de Chernobyl, que aconteceu em 1986.

O seriado é muito interessante, porém, fique atento, a obra de Craig Mazin possui fatos destorcidos e romantizados pela produção.

Ele não é um dos documentários para estudar para o Enem, mas uma série que retrata muito bem o tema. Ou seja, é possível utilizá-la como base, mas é necessário complementar o assunto com outras fontes mais confiáveis.

Encontre abaixo os principais pontos da série que divergem da realidade:

Valery Legasov não era um expert em reatores RBMK

Interpretado por Jared Harris, o herói da série, Valery Legasov, realmente existiu. Ele foi um dos cientistas que liderou a investigação sobre o desastre de Chernobyl. Porém, diferentemente do que é apontado na obra, o físico não era um ferrenho questionador de políticas soviéticas e muito menos um expert em reatores RBMK. Ele foi convidado à participar da comissão de investigação pois era leal ao partido.

Ulana Khomyuk não existiu

Esta é uma personagem fictícia. Ela foi criada para representar o grande número de cientistas mulheres que compunham a União Soviética. Na época, a igualdade de gênero entre homens e mulheres na ciência era uma das mais altas do mundo.
A presença da personagem representa uma amálgama de cientistas que trabalharam com Legasov para solucionar o real acontecido no acidente.

O tribunal de Chernobyl

Na realidade, Valery Legasov não estava presente no tribunal. Ele foi incluído para fechar a jornada do personagem na série. Além disso, Shcherbina também não estava presente e o tribunal durou diversos dias.

O blog Omelete criou uma lista com mais divergências sobre a realidade de Chernobyl e o seriado.

Fique atento às obras de ficção que abordam temas históricos, pois muitas vezes, eles não condizem totalmente com a realidade. Isso pode afetar o seu desempenho no estudo para o Enem, sendo assim, prefira documentários para estudar para o Enem.

Continue acompanhando o Blog Vai de Bolsa para encontrar formas divertidas de estudar para o Enem e para o Vestibular. Veja também a nossa lista de filmes para estudar história.