Você já usou o Uber, Blablacar, Airbnb ou Waze? São aplicativos que utilizam a tecnologia para facilitar a vida das pessoas em vários aspectos. Todos esses programas são baseados em um único conceito: o da economia colaborativa. 

Quer entender por quê? Neste post, vamos mostrar como nossa forma de consumir mudou devido à economia colaborativa e por que ela incentivou o desenvolvimento dessa nova forma de fazer o dinheiro girar.

Além disso, vai descobrir que esse movimento abriu muitas portas para o mercado de trabalho. Vamos dar exemplos. Confira!

O que é Economia Colaborativa?

Antes de mais nada, vamos explicar o que é a economia colaborativa. Mais do que uma forma de consumir, trata-se de uma nova maneira de ver o mundo e se relacionar em sociedade. Tecnologias como a internet móvel e os smartphones tornaram possível uma comunicação muito mais fácil e rápida, até mesmo com pessoas que nem conhecemos. 

Ao mesmo tempo, o mundo passou por profundas crises econômicas nos últimos anos, o que fez muita gente cortar gastos. Assim, surgiu a economia colaborativa, uma forma de obter bens e serviços compartilhados com outras pessoas. 

Com ela, as grandes empresas deixam de ser responsáveis por prestar o serviço, vender ou alugar algo. Porém, se tornam intermediadoras entre as pessoas, para que elas façam essas trocas entre si.

Benefícios da economia colaborativa

Existem inúmeros benefícios da economia compartilhada, dependendo do serviço e do segmento. 

No caso dos transportes, essas ações permitem que menos carros sejam comprados todos os anos e menos gente utilize somente o transporte individual. Caronas compartilhadas e motoristas particulares podem contribuir para melhorar a mobilidade urbana e reduzem o impacto ambiental dos carros.

Da mesma maneira, serviços que garantem uma renda extra ajudam a superar momentos de crise econômica e garantem mais qualidade de vida aos usuários. 

De forma geral, tudo que é compartilhado vai reduzir a produção de novos bens, estimulando a reutilização. Isso ajuda a criar um mundo mais consciente e menos consumista. 

Também pode ter um papel fundamental no desenvolvimento das cidades. Pois um urbanismo voltado para o compartilhamento estimula o contato entre as pessoas e a proximidade entre elas, melhorando critérios como sustentabilidade, trânsito e estimulando práticas mais saudáveis. 

Já o ponto negativo é que essas iniciativas podem virar a fonte de renda principal de quem está passando por uma situação complicada. E, ainda que ajudem temporariamente, elas não são empregos formais e não oferecem as garantias legais de um. Entenda melhor como funciona o mercado informal no link!

Onde surgiu a economia colaborativa?

É complicado determinar exatamente onde surgiu a economia colaborativa. Afinal, não se trata de um conceito fechado. A verdade é que há centenas de anos povos indígenas e outros grupos tinham o costume de trocar e compartilhar serviços.

Mas a maioria dos especialistas considera que esse movimento se popularizou recentemente na Europa, nos moldes que conhecemos hoje. Já que a tecnologia potencializou esse costume ancestral.

E como você já viu, o contexto de surgimento da economia compartilhada, como também é chamada, foi um momento de popularização da tecnologia e, ao mesmo tempo, grave crise econômica no continente. 

Isso fez com que as pessoas procurassem soluções criativas para prestar serviços, compartilhar o que não usavam ou fazer trocas. Além disso, a pauta da sustentabilidade também ficou mais forte nos últimos anos, o que fez muita gente repensar o consumo desenfreado. 

Afinal, com a economia colaborativa, é possível dar uma nova utilidade para antigos produtos ou dividir algo, para evitar desperdícios. Quer entender melhor como funciona na prática? Confira no tópico a seguir!

Exemplos de economia colaborativa

Você viu logo no começo do texto alguns exemplos de iniciativas de economia colaborativa, mas entendeu por que eles são considerados parte desse movimento? Agora, chegou a hora de explicar um pouco melhor como esses aplicativos e serviços funcionam!

Uber

O Uber é um dos exemplos mais citados de economia compartilhada. Com ele, pessoas que têm automóveis podem ganhar dinheiro oferecendo corridas particulares. Isso faz com que muita gente nem considere mais comprar o próprio carro, pois ficou muito mais barato e prático chamar um motorista!

Airbnb

Outro exemplo de economia colaborativa é o Airbnb. Essa plataforma permite que qualquer um alugue uma casa completa ou um quarto de outra pessoa. Ela fez com que muita gente apostasse nessa forma de ganhar um dinheiro com um cantinho pouco usado da casa. E ainda ajudou viajantes a encontrar formas mais baratas de hospedagem. 

Waze Carpool

Outra ferramenta compartilhada é o Waze Carpool, uma funcionalidade do famoso app que permite caronas com motoristas que estão indo na mesma direção que você. Com ele, basta informar o seu destino e dividir a gasolina com o restante dos passageiros. Da mesma forma, existe o Blablacar, mais focado em viagens. 

Dog Hero 

Quem tem pets pode já ter ouvido falar no Dog Hero. Essa plataforma reúne donos de animais com pessoas dispostas a passear com seu bichinho ou hospedá-lo por um tempo. Os valores são negociados pela ferramenta e os donos recebem updates em vídeo dos cães e gatos quando não estão com eles. 

Coworking

Mas nem todas as opções que fazem parte da economia colaborativa são no mercado digital. Os coworkings, por exemplo, são espaços físicos que podem ser utilizados por qualquer pessoa procurando um escritório. 

Eles são compostos por grandes salas (ou até escritórios individuais), para serem alugados por dia, hora ou semana. Assim, quem não consegue (ou não precisa) ter um escritório fixo, consegue ter um lugar para fazer reuniões, trabalhar em projetos específicos ou reunir a equipe.

Banco do tempo

Por fim, um outro exemplo de economia colaborativa são os bancos do tempo, grupos de pessoas que fazem trocas de produtos e serviços entre si. Na maioria das vezes, elas se reúnem em um grupo, rede social ou fórum. Mas aqui a moeda de troca não é o dinheiro e, sim, o tempo dedicado. 

Assim, quando um dos usuários precisa de um serviço, ele faz a solicitação e troca por pontos do seu banco. Da mesma forma, quem prestou o serviço recebe um “bônus”, que pode trocar por outras atividades de uma terceira pessoa.

Essa invenção não é tão recente e começou lá pelos anos 90 nos Estados Unidos, mas foi recentemente que ela ganhou mais adeptos, principalmente pela facilidade de encontrar os grupos online. 

Ela mostra que a economia colaborativa não depende apenas de apps e grandes corporações: pode começar apenas com comunidades mobilizadas em torno de uma vida mais simples e com menos posses. 

Economia colaborativa no Brasil e as oportunidades de negócios

Por fim, vale ressaltar que se engana quem acha que economia colaborativa é coisa de outros países. Aqui no Brasil, existem milhares de iniciativas em diversas cidades.

Inclusive, um estudo promovido pela IE Business School em 2016, mostrou que o Brasil é o líder na América Latina em iniciativas do tipo. De acordo com a pesquisa, 32% das ações relacionadas com economia colaborativa criadas no continente eram brasileiras. Mais que o dobro dos segundos colocados (Argentina e México, com 13%). 

Isso indica que nossa população é bastante aberta a esse formato de consumo e, principalmente, engaja bastante com as tecnologias criadas para facilitar o compartilhamento. Dessa forma, muitos outros negócios criativos podem surgir no país! Inclusive, é um tema muito interessante para quem está ingressando no mercado de trabalho agora. Preste atenção e se atualize!

Entendeu o que é economia colaborativa?

Gostou de saber mais sobre a economia colaborativa? Então compartilhe esse conteúdo com seus amigos nas redes sociais. Acesse outros conteúdos do blog Vai de Bolsa.