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Enem Digital: entenda as principais mudanças e os impactos

  • Enem
  • 9/set/19
  • por Shymenne Siqueira

Em julho deste ano, o  Ministério da Educação (MEC) anunciou a implantação do Enem Digital. A previsão é que já em 2020 a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja aplicada no formato digital. Isso acontecerá em um projeto teste, inicialmente em 15 capitais brasileiras.

A digitalização do Enem divide opiniões: a proposta é tornar a prova mais moderna, ágil e econômica. Por outro lado, os processos digitais não estão organizados e em alguns casos nem mesmo acessíveis a boa parte da sociedade.

Mas antes de tomar um lado, convido você a entender as principais mudanças trazidas pelo Enem digital, os prazos e os principais impactos. Confira!

O que muda no Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio vai passar por uma transição: deixará de ser aplicado no papel para ser aplicado no formato digital em computadores de instituições de ensino das cidades participantes.

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Mas as mudanças não param por aí.

Conforme anunciado pelo Ministério da Educação, além da mudança no formato,o Enem digital passará a ser aplicado mais vezes durante o ano. 

As provas objetivas e de redação são aplicadas no mês de novembro para estudantes em geral e em dezembro para privados de liberdade (PL) e alunos que tiveram algum impedimento para realizar a prova na data inicial.

A informação partiu do presidente do Inep, Alexandre Lopes, que explicou que a meta é que em 2026 o Enem digital já seja aplicado quatro vezes ao ano.

Eventualmente, para todas essas aplicações do Enem digital o governo realizará provas com conteúdos diferentes.

Projeto-piloto Enem Digital

A transição para o Enem digital será feita em etapas. Em 2020 o Enem digital será aplicado em formato de pré-projeto em 15 capitais brasileiras:

  • Belém (PA),
  • Belo Horizonte (MG),
  • Brasília (DF),
  • Campo Grande (MS),
  • Cuiabá (MT),
  • Curitiba (PR),
  • Florianópolis (SC),
  • Goiânia (GO),
  • João Pessoa (PB),
  • Manaus (AM),
  • Porto Alegre (RS),
  • Recife (PE),
  • Rio de Janeiro (RJ),
  • Salvador (BA) e
  • São Paulo (SP).

Isso significa que a modalidade digital ainda será opcional nesses locais e os estudantes devem escolher entre os dois formatos no momento de inscrição.

Serão abertas 50 mil vagas para o Enem digital, o que equivale a 1% do total de candidatos. E o valor da inscrição será o mesmo para ambos os casos, pelo menos na fase teste.

Com o projeto-piloto, o Exame será aplicado três vezes no ano: uma para os estudantes regulares, outra para os privados de liberdade (PL) e outra para o formato digital.

Confira as datas previstas do Enem 2020:

  • 11 e 18 de outubro – Enem digital
  • 01 e 08 de novembro – Enem tradicional
  • Dezembro – Aplicação da prova para PL

Justamente por se tratar de um projeto para testes, os estudantes que tiverem problemas com o Enem digital poderão realizar o exame no período de reaplicação. 

A reaplicação ocorre quando estudantes são prejudicados por intercorrências, como chuvas e falta de energia, e ganham o direito de fazer a prova em outra data.

O que acontece depois?

De acordo com o planejamento do Ministério da Educação, a intenção é que até 2026 o Enem digital seja implantado em todo o país e tenha quatro aplicações.  

Posteriormente, o Enem digital deverá ser agendado, possibilitando que o exame seja aplicado ao longo do ano e em várias versões.

A aplicação das provas em formato digital terá um custo de R$20 milhões, com custo médio de R$400 por aluno (o projeto-piloto prevê 50 mil vagas). Hoje, o custo da aplicação do Enem é de R$500 milhões e atende 5 milhões de estudantes. Uma média de custo de R$100 por aluno.

Prós e contras do Enem Digital

Como já era de se esperar, a mudança no formato de aplicação do Enem trouxe muitos debates.

O Governo Federal defendeu o formato digital afirmando que este novo modelo irá trazer mais economia. Afinal de contas, não haverá gastos com a impressão. 

Além disso, o Enem digital permitirá novos formatos de questões, com a utilização de vídeos, infográficos e até mesmo a gamificação.

Já a correção é outra novidade: os estudantes poderão receber a prova corrigida em seus smartphones e verificar se houve algum erro para possível contestação. 

Consequentemente, os resultados serão divulgados em um período de tempo bem mais curto que o atual. Por outro lado, o novo formato do Enem já chama a atenção pelos desafios de acesso aos computadores.

É  que apenas 38% das escolas públicas possuem laboratórios de informática e desse total, só 67% têm acesso a Internet. Certamente, nem todos os estudantes terão a mesma facilidade em realizar a prova, e isso pode prejudicar grande parte dos alunos inscritos.

O MEC defende que até 2026 a infraestrutura das escolas públicas será outra, e acredita que esse desafio já está superado. Além disso, informou que não irá adquirir computadores para a realização do Enem Digital. 

Dessa forma, será necessária a contratação de uma empresa especializada para organizar, cuidar dos equipamentos e também aplicar a prova. 

Por consequência, isso pode significar mais gastos, já que esse processo de contratação exige um processo mais cuidadoso e, consequentemente, longo.

O Enem digital deverá acontecer em universidades e outros espaços alugados, já que as redes de ensino público não possuem a estrutura adequada. 

Segurança da prova

Uma das questões que mais preocupa quando o assunto é o Enem Digital é a segurança e a confiabilidade das provas.

Especialistas afirmam que é necessário que todas as informações relacionadas a prova sejam criptografadas e sem a possibilidade de quebra do código.

Com esses cuidados tomados, apenas o destinatário final teria acesso ao conteúdo.

Outra questão levantada na área de segurança é a necessidade da adoção de programas confiáveis, tendo como opção os softwares livres.

O MEC aposta na segurança do processo e tranquilizou os alunos quanto a isso. Mesmo assim, muitas dúvidas ainda restam sobre a confiabilidade do Enem digital.

Novo Ensino Médio

O MEC defende que o Enem Digital se adequa a proposta do novo Ensino Médio, que está em fase de implantação.

Neste modelo educacional, os estudantes terão uma formação base e poderão escolher uma especialização pelos chamados itinerários informativos:

  • Linguagens,
  • Matemática,
  • Ciências da natureza;
  • Ciências humanas;
  • Ensino técnico.

Dessa maneira, quando o Enem digital já estiver implantado em todo o país, ele estará de acordo com o novo plano base do Ensino Médio.

Sendo assim, no Enem digital serão aplicadas a prova base e também  modelos de acordo com o itinerário escolhido durante a formação do aluno.

Consulta pública

A discussão sobre a adoção do Enem em formato digital não começou agora. Desde 2012, ocorre um debate sobre essa inovação, que foi defendida pelos últimos presidentes do Inep.

A última consulta pública sobre o tema foi realizada em 2017. Na época, o MEC abriu uma discussão sobre como melhorar o Enem e apresentou três questões objetivas que tratavam de:

  • Mudanças das datas de aplicação das provas;
  • Possibilidade de aplicação por computador;
  • Sugestões para aprimoramento do exame;

O resultado foi que 70,01% dos participantes disseram não concordar com o formato digital do Exame.

Independentemente do formato, os estudantes já estão se preparando para o exame e você não pode perder tempo!

Por isso, continue acompanhando o nosso blog!

Confira nossas dicas de estudo, faça simulados e fique por dentro de todas as novidades do Enem para conseguir o melhor resultado!

 

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