Engenheiro de petróleo: ainda vale a pena apostar nessa carreira?

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Em outubro de 2010, foi inaugurada a primeira plataforma de exploração comercial de petróleo na camada pré-sal no Brasil. Essa notícia foi um divisor de águas para o setor de petróleo no país. Nos anos seguintes, ser engenheiro de petróleo ficou na moda e os cursos de graduação muito concorridos. No entanto, com as denúncias de corrupção na Petrobrás, o setor se viu acuado e em baixa. Mas já ensaia uma retomada. A cadeia produtiva do petróleo ainda é muito promissora para investir sua carreira.

Se você sempre teve interesse em trabalhar na área, e talvez até atuar nas famosas plataformas de petróleo em alto mar, pode apostar sem medo. Nesse post, nós vamos dar mais detalhes sobre o curso de engenharia de petróleo, as áreas de atuação desse profissional e as perspectivas do setor. De fato, ainda há muitas oportunidades no setor não só para engenheiros, mas também outros profissionais.

Mesmo com o desenvolvimento de energias mais sustentáveis e alternativas, o setor petrolífero ainda será relevante por muito tempo. Ainda mais no Brasil, com todas as possibilidades de exploração das camadas do pré-sal. Muitas instituições de ensino oferecem a graduação em engenharia de petróleo, com a Estácio e a FMU. Inclusive, já há opções também de cursos no formato tecnólogo de petróleo e gás.

Segundo pesquisa da Catho, alguns postos de trabalho nesse setor podem pagar até R$ 25 mil por mês. Confira todos os detalhes sobre o curso e o mercado de trabalho nesse post!

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O setor de petróleo sobreviveu à crise?

Uma das principais perguntas a serem respondidas a quem gostaria de apostar essa área é se o setor de petróleo ainda está forte no país. Realmente, a crise na Petrobrás, a principal empresa do ramo no Brasil, abalou as estruturas da cadeia econômica envolvida com a extração e beneficiamento do petróleo. Com isso, muitos estudantes ainda ficam em dúvidas se fale a pena passar cinco anos na faculdade de engenharia de petróleo.

Segundo professores de universidades que oferecem o curso, o pior já passou e o mercado vai demandar muitos engenheiros de petróleo em médio prazo no Brasil. Isso porque existe a promessa de novos leilões de jazidas de exploração do pré-sal, o que vai atrair investimentos. O litoral brasileiro é imenso, o que favorece o setor. Empresas internacionais também já estão de olho no potencial do Brasil.

O que faz um profissional de engenharia de petróleo?

A área de engenharia de petróleo abrange conhecimentos de geologia, mineração, química, engenharia, entre outros. Sem dúvida, o petróleo ainda é a fonte energética mais explorada no mundo. Tanto que é o principal composto da gasolina e também do plástico, utilizado em inúmeros produtos da indústria, como nas garrafas pet.

Em resumo, o principal foco de trabalho desse profissional são as fontes de energia extraídas do petróleo. Em outras palavras, o engenheiro de petróleo entende sobre as diferentes formas de captação desse combustível fóssil, tanto em terra como no mar. Além da perfuração de poços, ainda está habilitado para observar, monitorar e inspecionar esses locais.

Já imaginou como é a rotina em uma plataforma de petróleo em alto mar? Além do trabalho final, que é a extração do petróleo em si, há também várias questões a serem consideradas nessa atividade. Como as medidas de segurança e a redução dos danos ambientais. Isso é tão importa que evitaria, por exemplo, vazamentos de petróleo na natureza, como o ocorrido nas praias do Nordeste.

Carreira internacional é possibilidade

Apesar do potencial do setor no brasil, o engenheiro de petróleo tem que considerar uma carreira internacional. É possível, inclusive, aproveitar o tempo do curso de graduação para estudar em uma instituição fora do país dentro dessa área. Assim, abrir mais portas profissionalmente. Além disso, a economia mundial ainda vai depender por muito tempo do petróleo, o que é uma boa notícia para o engenheiro de petróleo.

Para quem deseja entrar na área, é importante também ficar atento às novas tecnologias. A exploração do petróleo também inclui muita automação e até inteligência computacional. A inclusão dessas tecnologias tem auxiliado na redução de custos da atividade, além de segurança e redução de danos ambientais.

Algumas áreas promissoras para esse profissional:

  • Geologia de Reservatórios
  • Sísmica (método que utiliza ondas sísmicas pela terra para localizar poços de petróleo)
  • Perfuração de Poços
  • Engenharia de Reservatórios

Quais as principais cidades e Estados com oportunidades para engenheiros de petróleo:

  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Macaé (RJ)
  • Santos (SP)
  • Vitória (ES)
  • Sergipe
  • Bahia
  • Maranhão
  • Amazonas

Trabalho em escritório também é alternativa

Quando se pensa em engenharia de petróleo, logo vem à cabeça o trabalho em plataformas marítimas. No entanto, essa formação também possibilita o trabalho em escritório, em uma jornada convencional  de trabalho. Nesse caso, entre as atividades desenvolvidas, está o gerenciamento da comercialização e transporte de petróleo. Ou, ainda, monitorar e desenvolver projetos de jazidas.

Nessa linha, um engenheiro de petróleo pode atuar como consultor a empresas do ramo. Como por exemplo, em operações de importação e exportação de matéria-prima.

 

Como é o curso de engenharia de petróleo

O curso de engenharia de petróleo é oferecido na modalidade bacharelado. São em média quatro anos de curso em uma graduação com base na engenharia e disciplinas de exatas. O curso tem foco na formação de profissionais para atuar na indústria de petróleo. Especialmente, em pesquisas de óleo e gás em bacias sedimentares. Nesse caso, estamos falando de trabalho em jazidas, plataformas, usinas e distribuidoras.

Apesar de bastante teórico, o curso também apresenta uma parte prática bem intensa, com atividades em laboratório, pesquisas e saídas de campo. É difícil um estudante de engenharia de petróleo se formar sem tem visitado uma plataforma ou jazida de extração de petróleo presencialmente.

Durante o curso, é importante também o engenheiro de petróleo desenvolver habilidades de liderança. Pois certamente estará à frente de equipes multidisciplinares nos campos de trabalho. É bastante comum projetos que envolvem profissionais da área de Geologia, Química, Oceanografia, Biologia, entre outras.

Outra pré-disposição a quem deseja fazer o curso é não ter problema em ficar afastado de casa por um tempo. Isso porque quem trabalha em plataformas de petróleo em alto mar, por exemplo, costuma ficar longos períodos imerso no trabalho, sem contato com família e amigos. Portanto, seu trabalho será uma espécie de segundo lar.

Confira um resumo das disciplinas do curso

  • Geologia Geral;
  • Cristalografia;
  • Introdução à Engenharia de Petróleo;
  • Cálculo com Geometria Analítica I;
  • Vetores e Álgebra Linear;
  • Química Aplicada;
  • Desenho Geológico e Geometria Descritiva;
  • Mineralogia;
  • Cálculo com Geometria Analítica II;
  • Física para Engenharia I;
  • Sedimentologia;
  • Petrologia Ígnea e Metamórfica;
  • Topografia;
  • Paleontologia I;
  • Petrologia Sedimentar;
  • Mecânica dos Fluidos;
  • Cartografia e Geodésia;
  • Mecânica dos Sólidos;
  • Sistemas de Informações Georreferenciadas I;
  • Geologia de Reservatório;
  • Mecânica Estrutural e Resistências dos Materiais;
  • Análise de Bacias Sedimentares;
  • Engenharia de Reservatório;
  • Instalação e Completação;
  • Perfuração;
  • Avaliação de Jazidas;
  • Perfilagem de Poço;
  • Petrofísica;
  • Trabalho de Conclusão de Curso;
  • Gestão da Produção e Qualidade Petróleo.

Partiu cursar Engenharia de Petróleo?

E então, sentiu confiança na área de engenharia de petróleo? Certamente, é um ramo da economia que está vencendo a crise e retomando o crescimento com a geração de muitas oportunidades de trabalho.

O primeiro passo para ingressar nessa área é fazer um curso de qualidade em instituições renomadas no Brasil, como Estácio e FMU.

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