Ensino híbrido: entenda como funciona essa metodologia

Ensino híbrido: entenda como funciona essa metodologia

Quer saber como inovar em sala de aula e oferecer uma experiência ativa de aprendizagem aos seus alunos? O ensino híbrido pode ser a solução. Essa metodologia é caracterizada por unir dois formatos de ensino: online e offline. Ou seja, parte em sala de aula, e parte em rede.

Mesclando o melhor da tecnologia com o diferencial da educação presencial, esse método ajuda a melhorar a absorção de conteúdos e explorar todas as possibilidades de aprendizagem.

É uma modalidade que tira proveito das tecnologias atuais e também das que estão por vir, como por exemplo, do 5G. Saiba melhor como funciona o ensino híbrido e tire todas as suas dúvidas.

O que é ensino híbrido?

O ensino híbrido, também conhecido como blended learning ou semipresencial, é uma metodologia na qual parte da aprendizagem acontece em sala de aula e outra, online. Assim, o aluno continua tendo a experiência de contato com colegas e professor, mas também pode estudar utilizando a tecnologia, de onde estiver. Em algumas instituições, pode ser chamada de graduação flex.

Isso garante que as duas modalidades se complementem, com trocas experiências entre os alunos, ao mesmo tempo que há a garantia de autonomia para cada estudante.

Afinal, há cada vez mais informação disponível online e a função do professor tem se transformado. De mestre com uma rígida hierarquia, hoje em dia os educadores servem muito mais como guias, que orientam e estimulam.

Por isso, utilizar a internet e novos formatos de educação ajuda as novas gerações a terem uma relação mais madura com a tecnologia. Além de estimular alunos que antes não eram atendidos pela educação tradicional. Já que o ensino, no formato como existia antes, excluía muita gente que não se encaixava na maneira de aprendizagem convencional.

Veja a seguir como funciona cada parte da educação híbrida e entenda melhor essa nova forma de ensinar!

Aprendizado online

Na etapa online do ensino híbrido, o aluno possui mais controle sobre seu estudo. Ele pode decidir quanto tempo por dia dedica, seu ritmo e o local onde vai estudar. Ou seja, pode fazer pesquisas na internet e utilizar um computador, tablet ou até o celular.

Também consegue estudar sozinho ou em grupo. De manhã cedo ou tarde da noite. Tudo dependendo do que mais funciona para ele e sua rotina.

Aprendizado offline

Já na parte offline, o que mais conta é a valorização da relação entre aluno e professor. Como parte do estudo é feito à distância, os momentos presenciais são ainda mais importantes.

Além disso, como o estudante tem mais autonomia, a hierarquia entre os dois fica menos rígida. Isso favorece uma relação mais franca, que estimula a criatividade e a aprendizagem de maneira menos tradicional.

Na sala de aula, o estudo também pode ser individual ou em grupo. Com trocas de informações e dúvidas comuns. E o fato de ser presencial não significa que essa parte das aulas não conta com o auxílio da tecnologia.

Pelo contrário, como todos estão mais familiarizados por recursos digitais, essas ferramentas também fazem parte da rotina de sala de aula.

Online e offline se complementam

O mais vantajoso dessa metodologia de ensino é que os dois momentos são complementares. Isso significa que o aluno pode ter acesso à recursos digitais e físicos, com auxílio de colegas e professores, sem perder sua autonomia.

Além disso, os dois momentos precisam buscar um objetivo comum. Cada um com suas possibilidades.

Modelos de ensino híbrido

Existem diferentes modelos de ensino híbrido, mas vamos falar de alguns dos mais habituais e que mais se encaixam na realidade brasileira. Conheça melhor cada a seguir!

Rotação por estações

Nesse modelo, o espaço da aula é dividido em estações pelas quais os alunos precisam passar. Em cada uma, ele vai ver uma parte independente do conteúdo e deve circular por todas até o fim da aula. Como se trata de uma forma de ensino híbrido, pelo menos uma dessas estações precisa ser digital.

O formato é como um circuito e, no final, o aluno deve conseguir apreender todas as informações. Sem ter que seguir uma ordem.

Laboratório rotacional

Já no formato de laboratório rotacional, existem somente dois espaços de aula: a sala de aula e o laboratório de informática, no qual os alunos acessam conteúdos online, fazem pesquisas, entre outras atividades.

Assim, o professor pode dividir a turma, por exemplo, em dois grupos. Enquanto um fica na sala fazendo uma dinâmica ou alguma outra tarefa, o outro vai para o laboratório. Depois de um determinado período, eles se invertem. Dessa maneira, ambos os grupos conseguem ter experiências diferentes e intercalar a forma de aprendizagem.

Rotação individual

Outro jeito modelo de ensino híbrido é o de rotação individual. Nela, os alunos também passam por diferentes estações, mas em vez de executarem ações em grupo, eles tem um roteiro personalizado para o nível de cada um.

Esse formato estimula os alunos a se aprofundarem mais nos assuntos que os interessam mais, além de respeitar o tempo de cada estudante.

Sala de aula invertida

Por fim, existe o formato de sala de aula invertida. Nele, os alunos estudam o conteúdo antes da aula. Seja com conteúdos indicados pelo professor ou em pesquisas feitas pelos próprios estudantes.

Dessa forma, eles conseguem chegar na sala mais preparados e fazer debates mais aprofundados sobre o que entenderam do assunto.

Benefícios do ensino híbrido

Assim como a maioria das iniciativas que tentam incluir a tecnologia do cotidiano das escolas, o ensino híbrido busca estimular a autonomia e o desenvolvimento individual do aluno. Ele foca em personalização para garantir uma experiência de acordo com os conhecimentos e habilidades de cada um.

Inclusive porque o ensino híbrido ajuda os professores a terem uma melhor noção das facilidades e dificuldades de cada estudante.

Além disso, o ensino híbrido é uma ferramenta bastante útil para treinamentos corporativos mais dinâmicos e criativos. Nas empresas, ele ajuda a otimizar recursos, promover mais engajamento e melhorar a produtividade das equipes.

Como aplicar o ensino híbrido?

Se você gostou de conhecer mais sobre essa modalidade de ensino mas ainda não sabe como colocá-la em prática, nós separamos algumas dicas.

Estude a metodologia

Na internet existem muitos recursos para entender melhor o ensino híbrido. Procure saber mais sobre esse formato e veja exemplos de professores que já trabalharam dessa forma. Além disso, livros como a obra “Ensino Híbrido – personalização e tecnologia na educação” trazem dados para os educadores que não sabem por onde começar.

Entenda que a dinâmica com os alunos vai mudar

Mesmo depois de entenderem os benefícios do ensino híbrido, muitos professores ainda ficam reticentes com relação a essa nova maneira de dar aula. Principalmente porque a dinâmica de sala pode mudar bastante.

Com esse novo formato de educação, os alunos deixam de ser meros espectadores. Eles se tornam ativos no processo de aprendizagem e, por isso, vão interagir mais, fazer perguntas e compartilhar experiências.

Por isso, prepare-se para atuar como um mediador e estimular contribuições interessantes durante a aula!

Lembre de oferecer conteúdos complementares

Se os recursos online ou offline estão servindo como substitutos um do outro, quer dizer que a metodologia não está funcionando como deveria. Então lembre de oferecer atividades e leituras complementares nas aulas, sejam à distância ou presenciais.

Desafios da implementação do ensino híbrido

Se engana quem acha que utilizar recursos online serve para dar uma folga ao educador.

O ensino híbrido exige bastante adaptação dos professores. Nos modelos de laboratório rotacional ou rotação por estações, por exemplo, ele precisa definir onde vai estar e como dará assistência para todos os alunos.

Já no formato de rotação individual, deve estar preparado para responder diversas dúvidas ao mesmo tempo. Afinal, cada aluno está passando por uma fase da aprendizagem ou estação de trabalho.

Por isso, o ideal é contar com um auxiliar de sala ou trabalhar com o apoio de outros profissionais, como bibliotecários e assistentes de laboratório.

Além disso, a escola também precisa oferecer uma infraestrutura adequada, com acesso à internet e diferentes recursos online.

Tudo isso, é claro, ainda é um desafio para a maioria das instituições brasileiras. Porém, cada vez mais escolas estão investindo na chamada educação 3.0.

Gostou do ensino híbrido?

E se você gostou de conhecer melhor o ensino híbrido, acesse também nosso artigo no blog Vai de Bolsa sobre ações que incentivam o uso da tecnologia na escola! Nele, você vai ver outras dicas para modernizar suas aulas.