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Livros filosofia: veja 10 obras clássicas para ficar por dentro do assunto

Fazer listas é sempre um desafio, pois se corre o risco de ser injusto com os itens que ficaram de fora. Mas, elas também são importantes, pois organizam pensamentos e ideias. Assim, este post não tem a pretensão de esgotar o assunto, mas de aguçar sua vontade de cavar fundo nesse mundo chamado Filosofia, ao listar 10 livros de filosofia que marcaram gerações. Clássicos como A República, de Platão, e A Política, de Aristóteles, e contemporâneos como O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, são algumas das obras da nossa lista.

Como falamos, esses livros de filosofia são clássicos, pois seu valor é atemporal, influenciaram muitas outras obras e impactam leitores no mundo todo, ao levá-los à reflexão e ao pensamento filosófico por meio de suas ideias escritas. Ao mesmo tempo que são livros de filosofia para iniciantes, também são de grande valia para quem atua profissionalmente nessa área, como professor, por exemplo.

A Filosofia, o “amor ao saber”, já é por si mesma um convite à busca pelo conhecimento da verdade a partir da observação, do pensamento e do raciocínio.

Boa leitura!

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Leia também: Correntes filosóficas: veja as linhas de pensamento ao longo da história

Quando a filosofia foi criada?

Antes de repassarmos a nossa lista de indicações de obras, é importante que todo estudioso da área saiba como foi criada a filosofia. Resumidamente, o pensamento filosófico iniciou na Grécia antiga, com o surgimento das cidades-estados. Isso porque, naquela época, parte da população começava a questionar dogmas e paradigmas, muito influenciados pela religião e mitologia. Naquele tempo, foram os filósofos que iniciaram um movimento que enquadrou o pensamento em um sistema.

A partir daí, a filosofia evoluiu até chegar aos tempos atuais, passando por muitos períodos e correntes. Como por exemplo, o Pré-Socrático, o Humanismo, o Racionalismo, o Existencialismo e o Pragmatismo – ao longo da filosofia antiga, moderna e contemporânea.

Quais livros de filosofia ler?

Qual o melhor livro de filosofia? Qual filósofo ler? Essas são perguntas cujas respostas dependem muito do seu objetivo. No entanto, o interessante é que a base teórica de quem estuda filosofia, mesmo os iniciantes ou quem já está mais à frente na carreira, é bastante parecida. Ou seja, esse alicerce é formado, em sua maioria, de autores clássicos, cujos ensinamentos não prescrevem nunca.

Portanto, não tem erro: se você está atrás dos melhores livros de filosofia, inicie pelos clássicos. E é justamente neles que apresentamos a nossa lista de indicações abaixo. Por outro lado, filósofos contemporâneos notáveis também nos apresentam novas visões de mundo e merecem estar na nossa lista e na sua cabeceira para serem lidos.

381 a.C. – A República (Platão)

Dentre os livros de filosofia de Platão, o grego, este merece destaque especial. O livro está dividido em dez partes ou dez diálogos onde Sócrates é quem o narra. São tratados vários temas filosóficos, políticos e sociais, mas o tema chave de todo livro é a justiça.

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Platão escreve que a justiça e o interesse próprio coexistem na vida de um indivíduo e que a justiça para um indivíduo é também o que sustenta uma sociedade justa.

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Assim, o autor busca definir a justiça social e a moralidade individual, virtude.

É neste livro que consta o maior diálogo de Platão conhecido e discutido no mundo: o Mito da Caverna ou Alegoria da Caverna, que retrata a ignorância do ser humano que vive no mundo das sombras sem conhecer o verdadeiro mundo real.

Você pode ler o texto Mito da Caverna disponibilizado no site da USP.

Assista também ao vídeo do Mito da Caverna contado de forma moderna, em quadrinhos, pelo cartunista Maurício de Souza.

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Sem data (s.d.) – A Política (Aristóteles)

Discípulo de Platão, Aristóteles logo se torna crítico de seu mestre e cria sua própria filosofia.

A Política é uma de suas principais obras. Num compêndio de oito livros, o autor se detém a analisar a trajetória da vida humana na polis (cidade).

Para Aristóteles, a política é indissociável da ética, pois o indivíduo vive em comunidade. Dessa forma, o autor entende que a ação moral tem como finalidade a felicidade e, consequentemente, a política deve ter como objetivo a manutenção de uma cidade feliz.

A obra aborda conceitos como cidadão, governantes e formas de governo, escravidão, igualdade, entre outros.

“[…] o objetivo de todos é alcançar uma vida melhor e a felicidade. Para ele, a felicidade é o resultado e uso perfeito das qualidades morais, não por ser necessário, mas sim por ser um bem em si mesmo. A pessoa virtuosa é aquela para quem as coisas são boas pelo fato de ter qualidades morais. Essas qualidades morais decorrem de três fatores: a natureza, o hábito e a razão.”

1513 – O Príncipe (Nicolau Maquiavel)

Com certeza você já ouviu a frase “o fim justifica os meios”. Esta é a máxima que sustenta o livro de Maquiavel.

A obra é uma tentativa de unificar a Itália conflituosa dos séculos XV e XVI, a fim de que esta se tornasse uma nação forte a partir da centralização de poder, como estava acontecendo em outros lugares.

Para isto, seria necessária a figura do “príncipe”, com a força de um jovem e o conhecimento de um ancião; com a astúcia de uma raposa e a força e vigor de um leão; buscar o bem comum e ser bom, mas saber quando exercer poder absoluto e ser mau com os inimigos.

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Sua obra é controversa e gerou muitos embates ao longo do tempo, mas hoje é considerada um clássico da filosofia e leitura obrigatória para cientistas políticos e estrategistas.

“Empreendedores são aqueles que entendem que há uma pequena diferença entre obstáculos e oportunidades e são capazes de transformar ambos em vantagem.”

1781 – Crítica da Razão Pura (Immanuel Kant)

Kant, filósofo do iluminismo alemão, tem sua obra voltada para o debate da natureza do conhecimento.

Neste livro, o autor levanta a seguinte questão: é possível uma razão pura das coisas sem a influência da experiência?

Ele julga o conhecimento e o que pode ser conhecido de forma legítima e em sua íntegra, essência, e que tipo de conhecimento não tem fundamento e deve ser descartado.

Condena empiristas e racionalistas e, através da explicação de que o conhecimento é constituído por forma (nós mesmos) e matéria (conhecimento são as próprias coisas), busca superar essa contradição.

A conclusão de Kant é que não é possível conhecer as coisas como são em si, mas que podemos conhecer os fenômenos, o que aparece, o que vai no exterior, e que este só existe à medida em que “aparece para nós”, o que implica que também fazemos parte dessa construção.

“O juízo é o conhecimento imediato de um objeto, consequentemente a representação de uma representação desse objeto.”

1883 – Assim Falou Zaratustra (Friedrich Nietzsche)

Há quem diga que esta foi a maior obra de Nietzsche, uma forte crítica aos valores ocidentais.

Este livro de filosofia está dividido em quatro partes e conta a história de Zaratustra, um ermitão que desce das montanhas e passa a ensinar os homens comuns tudo que aprendeu em tempo de reclusão em tom poético e por parábolas.

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Zaratustra condena as religiões da época, especialmente o cristianismo, quando diz a célebre frase “Deus morreu”, ao apontar que a moral cristã não tem mais valor e que o homem deve buscar por si mesmo e em si mesmo a superação de todas as coisas.

“Quantos homens sabem observar? E entre os poucos que o sabem – quantos observam a si próprios? Cada um é para si próprio o mais distante…”

1927 – Ser e tempo (Martin Heidegger)

O autor alemão é um filósofo existencialista, metódico em sua escrita, alguns o consideram o maior filósofo do século XX, para outros ele está ligado ao 3º Reich alemão, e não pode ser considerado tão “grande assim”.

O fato é que sua obra trouxe grandes contribuições para a filosofia contemporânea ao arriscar-se, desde Nietzsche, a discorrer acerca de uma nova ontologia, a busca pelo sentido do ser.

Sua análise entende que o ser não pode ser compreendido dissociado do mundo, o qual ele não criou e encontra-se sob sua égide em primeira instância (facticidade). O homem (Dasein, chamado por Heidegger) recebe uma herança biológica e cultural ao ser “lançado” nesse mundo.

Assim, é considerado ser por estar no mundo de forma temporal, e também é transcendente pois é completo quando ultrapassa os limites do tempo, do cotidiano, na busca pela essência do eu e da compreensão do passado com vistas ao futuro.

“Todo mundo é o outro e ninguém é ele mesmo. O eles, que fornece a resposta para quem do cotidiano Dasein, é o ninguém a quem todo Dasein sempre se rendeu, em seu ser-entre-um-outro.”

1958 – A Condição Humana (Hannah Arendt)

O livro de filosofia de Hanna Arendt é uma obra prima da investigação do que é vita activa, o que é a condição humana por meio de três atividades básicas dadas ao homem na Terra (ou três aspectos de uma determinada concepção de ser humano):

  • Labor: processo biológico do corpo humano, a própria vida;
  • Trabalho: lado artificial da vida humana, um mundo artificial arquitetado e produzido pelo homem que difere de qualquer ambiente natural;
  • Ação: única atividade que se exerce entre os homens diretamente, condição humana da pluralidade.

a condição humana

Como discípula de Heidegger, é possível observar que o estudo e reflexão sobre estes três aspectos da vida são essenciais para compreender o uso da liberdade pelo homem na esfera pública e política.

“O poder só é efetivado enquanto a palavra e o ato não se divorciam, quando as palavras não são vazias e os atos não são brutais, quando as palavras não são empregadas para velar intenções, mas para revelar realidades e os atos não são usados para violar e destruir, mas para criar relações e novas realidades.”

1991 – O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder)

Talvez este livro de filosofia seja a maior porta de entrada para todo e qualquer leitor no mundo da filosofia. Muitas escolas no país adotam este livro como leitura obrigatória para o Ensino Médio.

Ele é um romance que conta a história de Sofia Amundsen, uma garota de 14 anos em 1990, e reside na Noruega. Ela vive com sua mãe e alguns animais de estimação. Seu pai passa mais tempo fora do que em casa pois trabalha em um navio petroleiro.

Um pouco antes de completar 15 anos, a menina começa a receber correspondências com perguntas instigantes que a levam a refletir sobre quem ela é e de onde vem o mundo.

A partir daí ela tem aulas de filosofia por correspondência com seu professor particular, Alberto Knox e, a certa altura da história, ela passa a ter aulas na residência do professor.

Ao mesmo tempo, Sofia passa a receber bilhetes e cartões postais anônimos, enviados do Líbano, mas sem remetente. Dessa forma, Alberto auxilia Sofia de todas as formas a descobrir o grande mistério por trás dessas correspondências.

“Tudo o que o homem faz pode ser usado para o bem ou para o mal (…). Bem e mal são como dois fios, um branco e outro preto, que a toda hora se entrelaçam. E às vezes se emaranham de tal forma que não é possível separá-los.”

1994 – Convite à filosofia (Marilena Chauí)

A autora brasileira inicia seu livro pontuando o pensamento filosófico como essencial na busca por igualdade e justiça na sociedade.

Ao longo deste livro de filosofia, Chauí faz reflexões muito pertinentes sobre temas diversos, de maneira dialógica com o leitor e as ideias centrais abordadas:

  • A filosofia e sua origem;
  • A razão;
  • A verdade;
  • A lógica;
  • A metafísica;
  • O mundo da prática: a cultura, a experiência do sagrado e a instituição da religião, artes, ética, moral, liberdade, vida política, filosofias políticas, questão democrática.

“Perguntaram, certa vez, a um filósofo: ‘Para que Filosofia?’. Ele respondeu: ‘Para não darmos nossas aceitação imediata às coisas, sem maiores considerações.”

2011 – O Livro da Filosofia (Vários autores)

A proposta do livro é contar a história da Filosofia de forma leve, mas não simplista; profunda, mas sem rodeios. O livro está organizado de forma cronológica e traça uma linha do tempo desde a Antiguidade até a contemporaneidade com os principais filósofos representantes da época.

Apresenta resumos, citações, esquemas gráficos e visuais que auxiliam o leitor a situar as ideias e a complexidade de cada pensamento e de seu pensador, no tempo e no espaço.

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Veja o que ele diz sobre Heráclito:

“Usando o exemplo do rio, Heráclito ilustrou sua teoria: ‘Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio’. Com isso, ele queria dizer que, no instante em que se entra num rio, águas novas imediatamente substituirão aquelas nas quais a pessoa imergiu — e ainda assim o próprio rio é sempre descrito como coisa fixa e imutável.”

E aí, já escolheu qual será o seu mais novo livro de cabeceira?

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