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Curso de sexologia: como funciona e o que se estuda nessa área?

Apesar de ainda pouco conhecida e debatida, a sexologia é um campo extremamente importante do conhecimento. Ela contribuiu para um maior e melhor entendimento de quem somos, além de promover uma maior aceitação da diversidade, o alívio do sofrimento e a promoção do bem-estar. 

Felizmente, nos últimos anos a profissão de sexólogo vem ganhando maior reconhecimento, não só por oferecer boas oportunidades de trabalho, mas principalmente pelo impacto social que causa na vida das pessoas. 

A principal função do sexólogo é ajudar pessoas com dificuldades sexuais que podem ser causadas por diversos fatores. Dessa forma, o sexólogo auxilia no desenvolvimento da sexualidade por meio de sessões de terapia. Por isso, alguns sexólogos são chamados de terapeutas sexuais. 

Porém, quem se interessa por esse meio acaba se deparando com uma série de dúvidas. Quais as formações disponíveis? Onde o sexólogo trabalha? Quais características ele deve ter para ser um bom profissional?

No artigo abaixo vamos esclarecer algumas dessas questões. Confira! 

Saiba mais: Áreas de atuação da psicologia: 7 opções para você escolher

Existe curso de sexologia?

A sexologia nasceu de pesquisas, debates e estudos de três áreas da ciência: a medicina, a biologia e a psicologia. Ela se originou da necessidade humana de ter uma maior compreensão sobre o próprio comportamento sexual.

No Brasil, não existe graduação em sexologia. Portanto, caso queira ser um sexólogo é necessário fazer outros tipos de formações ou pós-graduações depois de terminar os estudos regulares em uma Instituição de Ensino Superior.

O mais recomendado é, primeiramente, escolher uma graduação no campo da saúde ou das ciências sociais aplicadas que combine com o tema. Algumas opções: 

  • Psicologia
  • Medicina
  • Enfermagem
  • Biomedicina
  • Terapia Ocupacional
  • Fisioterapia
  • Serviço social
  • Pedagogia
  • Direito

Após concluída a graduação, você poderá cursar uma pós-graduação em sexologia. Portanto, o curso de sexologia – que também pode ser chamado de Sexualidade Humana, Educação Sexual ou Terapia Sexual – nada mais é do que uma especialização disponível para quem se formou em áreas afins e quer atuar nesse campo específico de conhecimento.

Curso de sexologia: especialização ou extensão?

Quem faz Psicologia ou Medicina costuma encontrar muitos cursos de extensão em sexologia que são oferecidos ao longo dos semestres nas faculdades em que estudam. Esses cursos são um complemento à formação e permitem a ampliação dos conhecimentos sobre o tema. Entretanto, os cursos de extensão não formam o profissional como sexólogo. 

Como já dissemos, a formação específica é uma pós-graduação. Tanto que para fazê-la é preciso ter um diploma de graduação. Ao concluí-la, você obtém o título de especialista e pode atuar nessa área que tem crescido bastante nos últimos anos.

Duração do curso de sexologia

A duração da especialização em sexologia vai depender do conteúdo programático que é utilizado na instituição de ensino e principalmente da adoção de módulos práticos na grade curricular. Ou seja, se há atividades de atendimento clínico a pacientes para ganho de experiência e desenvolvimento da prática profissional do sexólogo. 

Geralmente o curso de sexologia dura entre 18 e 24 meses. Já os cursos de extensão na área – que não formam especialistas – costumam ter entre 40 e 80 horas e são exclusivamente teóricos.

Também é importante você saber que existem dois tipos de pós-graduação:

  • Lato Sensu: É uma pós de especialização que não incluí diploma, apenas certificado.
  • Stricto Sensu: Diz respeito ao mestrado e doutorado e incluí diploma na área.

Nos dois casos você precisa ter um diploma de graduação. Contudo, a escolha por qualquer um dos dois depende dos seus objetivos profissionais. No caso do curso de sexologia, você encontra as duas opções. 

Modalidades

A especialização em sexologia pode ser feita de duas formas. A primeira delas é no ensino presencial, no qual as aulas ocorrem em uma instituição de ensino, geralmente com aulas noturnas de segunda a sexta-feira ou aos finais de semana.

Além disso, atualmente também existem opções de cursos de sexologia a distância. Essa é uma boa escolha para quem trabalha em regime de turnos e plantões, como é o caso de muitos médicos e enfermeiras. Ou para quem mora não encontrou essa pós-graduação em um centro de ensino superior na região onde mora. 

Assim, o aluno assiste às aulas pelo computador de casa (ou do local que preferir) sem ficar preocupado em chegar atrasado ou não poder comparecer a elas. Além disso, as aulas também ficam disponíveis para serem acessadas quantas vezes o aluno precisar. 

O que se estuda no curso de sexologia?

A sexologia estuda os comportamentos humanos sob o viés da sexualidade. Tem seu início com a publicação dos livros: Psychopatia sexualis (Richard von Krafft-Ebing, 1886), Libido sexualis (Albert Moll, 1897), e Estudos de psicologia sexual (Havelock Ellis, 1897). Contudo, o estudo sobre o sexo data desde o período grego clássico.

A grade curricular dos cursos de sexologia é bastante diversa, já a sexualidade humana pode ser estudada de diversos pontos de vista, desde o científico e social até o cultural e antropológico. 

Por isso, as disciplinas envolvem conteúdos como anatomia, biologia, doenças físicas e psicológicas, e uso de medicamentos. Confira algumas das matérias mais frequentes:

  • Fisiologia e Anatomia;
  • Prática Clínica;
  • Parafilias (fantasias intensas sexualmente estimuladas que envolvem objetos, crianças e adultos inconscientemente);
  • Abuso e Assédio Sexual;
  • Direitos Humanos;
  • Políticas Públicas e Sexualidade;
  • Disfunções Sexuais;
  • Educação Sexual;
  • Sexo nas Diferentes Faixas Etárias;
  • História de Sexualidade;
  • Antropologia do Sexo;
  • Sexualidade e Sociedade;
  • Compulsões Sexuais;
  • Dimensão Sociocultural da Sexualidade;
  • Dimensão Ético-Religiosa da Sexualidade;
  • Métodos Anticoncepcionais;
  • Desenvolvimento Psicossexual;
  • Papel social da Expressão de Gênero;
  • Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST);
  • Ética em Terapia Sexual;
  • Abordagens Terapêuticas.

Saiba mais: Como construir uma ótima carreira na saúde sem fazer medicina?

Áreas de atuação do sexólogo

Há várias áreas onde uma pessoa que se especializou em sexologia pode trabalhar como, por exemplo:

  • Terapeuta Sexual – Tem como foco o desenvolvimento sexual do indivíduo e a sintonia sexual de casais. Entre os temas abordados estão disfunções sexuais, orientação sexual e identidade de gênero, sexo na terceira idade e sexualidade durante a gestão. O terapeuta também ajuda os casais a se comunicarem e melhorarem a sexualidade física, emocional e psicológica.
  • Sexólogo Forense – Busca investigar e descobrir quais são as ligações dos comportamentos sexuais a atividades jurídicas, geralmente no que tange a crimes possivelmente cometidos. Para trabalhar com sexologia forense é necessário ter algum diploma em áreas como Psicologia ou Direito e fazer uma pós-graduação na área.
  • Sexólogo Clínico – Atendimento em clínicas em hospitais com o intuito de tratar disfunções, variações e distúrbios ligados a sexualidade. Dentre as questões que ele pode tratar estão a disfunção erétil, ejaculação precoce, baixo desejo sexual, intercurso doloroso.

A carreira do profissional

A sexologia vem recebendo cada vez mais atenção desde o início das revoluções sexuais. Movimentos revolucionários e a propagação de doenças sexuais abriram caminho para o tipo de discussão proposta pela sexologia.

Ela é uma área que existe como campo científico desde o fim do século XIX, originada no campo da Psiquiatria. Entretanto, desde a liberação sexual na década de 70, tem se tornado um campo frutífero de trabalho, que pode ser feito a partir de diferentes bagagens.

Após formar-se em uma faculdade regular, basta buscar uma pós-graduação em sexologia. Mas atenção: procure uma instituição de confiança e reconhecida no mercado. 

Os sexólogos em geral trabalham em hospitais e principalmente em clínicas e consultórios particulares. A média salarial de um terapeuta é de R$ 2.615,53 para uma rotina de 33 horas semanais, de acordo com pesquisa do portal Salário.

Porém, essa é uma média geral levando em conta as vagas distribuídas nesse setor e identificadas ao redor dos cinco estados brasileiros. Tanto é que aqueles que trabalham em grandes organizações, mesmo que estejam no início da carreira, já ganham por volta de R$ 3.227,47. Para completar, como apontado pelo levantamento, na cidade de São Paulo os ganhos são bem superiores, chegando a R$ 3.990,30.

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