A síndrome do pânico é uma doença que pode acometer pessoas de qualquer idade. Ela pode se manifestar repentinamente, sem nenhum tipo de aviso prévio. É aquela ansiedade, uma angústia que surge de repente. Nos estudantes, a síndrome do pânico é um problema sério que reflete diretamente no desempenho em sala de aula, nos vestibulares e outras provas. Está associado aos transtornos da ansiedade.

Não se sabe muito bem qual é a origem dessa doença. Porém, é certo que pode prejudicar bastante a vida de uma pessoa caso não se busque algum tipo de tratamento. Se você tem síndrome do pânico, ou acredita que pode ter traços dessa doença, vai poder conferir nesse post quais os sintomas, tratamentos e como lidar com a doença. Além disso, vai saber diferenciar a síndrome de uma simples crise de ansiedade.

O que é síndrome do pânico

Essa é uma doença que está associada a crises agudas de muita angústia e ansiedade. Faz com que a pessoa sinta-se impotente diante do mundo. É como se todas as coisas perdessem a conexão com o real e a pessoa começa a viver um pesadelo estando acordada. Quem sofre dessa doença perde o controle sobre sobre si e é tomado por diversas fobias, como medo de morrer, enlouquecer, de perder o controle.

Além disso, sofrem de dores no peito, o que muitas vezes pode ser confundido com infarto, palpitações e taquicardia, asfixia, tonturas e vertigens, além de outros sintomas.

Em síntese, a síndrome do pânico se manifesta repentinamente, sem nenhum tipo de aviso. Em casos graves, pode levar as pessoas a total reclusão, fazendo com que fiquem isoladas do mundo exterior. Portanto, é algo que se deve ter o máximo de cuidado para que aqueles que sofrem com essa doença não sejam excluídos. Ou ainda considerare que essa síndrome seja algo banal ou apenas alguma manifestação do temperamento genioso das pessoas.

Pelo contrário, é algo grave e deve ser tratado com seriedade. Sendo assim, a síndrome do pânico é difícil de ser diagnosticada. Os sintomas se confundem com diversas outras condições, podendo ser de ordem psicológica ou física. Além disso, a síndrome do pânico pode evoluir para a depressão, agravando ainda mais o quadro.

A origem da doença

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, não existe uma causa específica que origina a síndrome do pânico. O que existe até então são hipóteses. Uma delas pode ser por fatores genéticos, outras desencadeadas por fatores emocionais e momentos de ansiedade, que tornaram-se crônicos.

Você pode conferir mais detalhes sobre essas manifestações acessando esse link.

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Principais sintomas

De acordo com o blog do Ministério da Saúde, os principais sintomas da síndrome do pânico são:

  • Dores no peito;
  • Taquicardia;
  • Dificuldade para respirar;
  • Medo de morrer;
  • Ondas de calor ou calafrios;
  • Tremores abalos e adormecimentos.

Sendo assim, os sintomas são muito parecidos com os do infarto, tornando muito comum associar essa síndrome a um ataque cardíaco. Desse modo, os especialistas recomendam visitar um cardiologista para descartar essa possibilidade e assim partir para outras investigações e acertar no tratamento.

Você pode se informar mais através do blog do governo destinado à saúde. Para isso, basta clicar nesse link.

O diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do pânico é basicamente clínico. Baseia-se na evidência e na investigação dos sintomas, e obedece aos critérios do DSM.IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais). Sendo assim, está associada aos Transtornos de Ansiedade.

Através da soma das evidências, sintomas e o diagnóstico do DSM, o psiquiatra chega à conclusão e consegue direcionar o paciente para um tratamento. Sendo assim, o diagnóstico é caracterizado pelas seguintes manifestações psicológicas:

  • Ataques de pânico recorrentes e espontâneos;
  • Modificações no comportamento;
  • Preocupação persistente a ataques adicionais;
  • Preocupação constante às implicações desses ataques (medo de sofrer um ataque cardíaco, de perder o controle, de enlouquecer).

Esses sintomas psicológicos, somados aos sintomas físicos das crises, devem ocorrer dentro de um período específico para ser caracterizada como síndrome do pânico. Por isso, é fundamental estabelecer o diagnóstico correto para eliminar a possibilidade de qualquer outra doença e é através de um diagnóstico correto que pode ser recomendado um tratamento eficaz.

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Crise de ansiedade x síndrome do pânico

É importante diferenciar a crise de ansiedade da síndrome do pânico. Provavelmente, qualquer pessoa pode ter passado por uma crise de ansiedade. Essa é uma situação bem espontânea e se manifesta após alguma situação de estresse. Ou ainda, de desconforto sobre algum evento que esteja provocando alguma alteração no estado emocional. Sendo assim, ela é comum ao ser humano e provoca sintomas que não acarretam em maiores problemas de convívio por aquele que manifesta essa crise.

Em contrapartida, a síndrome do pânico manifesta-se sem causa aparente e faz com que o convívio social de quem sofre essa síndrome seja completamente afetado negativamente. Ela é na verdade uma crise de ansiedade aguda, que ocorre de período em período e a principal diferença é na intensidade dos sintomas.

Como identificar uma crise de síndrome do pânico

Para identificar uma ataque de pânico, é preciso ter muito cuidado. Pois essa é uma síndrome multifatorial. Isso quer dizer que se manifestam diversos sintomas comuns a outras doenças. Somente a investigação clínica feita pelo médico é que vai poder determinar se a pessoa é portadora da síndrome do pânico ou não.

A atenção familiar e dos amigos para esses casos é fundamental, justamente por dar suporte para que é acometido por essa doença. Nesse sentido, se você conhece alguém que é vencido pelo medo constante e isso acarreta negativamente na conduta da vida pessoal e até profissional dessa pessoa, é necessário procurar ajuda.

Onde procurar ajuda

Como a síndrome do pânico é um caso de saúde mental. O Ministério da Saúde disponibiliza, através do Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), equipes multiprofissionais. Essa equipes contam com a presença obrigatória de psiquiatra, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Eles podem oferecer o suporte necessário para investigar os sintomas e partir para um tratamento correto.

Esses centros podem ser encontrados em mais de 1900 municípios e são abertos para a comunidade em geral, oferecendo atendimento diário. Você pode se informar mais através desse link e descobrir se o seu município conta com essa cobertura. Val lembrar ainda, que um clínico geral pode ajudar a apontar um caminho para a investigação do problema e também ajudar na exclusão de outras enfermidades. Portanto, consultar esse profissional também pode ajudar na identificação da síndrome.

Peça orientação pelo telefone

Se você precisa de ajuda e conversar sobre isso, saiba que em todo o Brasil existe o Centro de Valorização da Vida (CVV). Esse serviço destina-se ao apoio emocional e prevenção do suicídio. Ele atende gratuitamente e voluntariamente qualquer pessoa que necessite de apoio emocional. Para isso, basta discar 188 no telefone.

Se preferir, você pode conversar através de um chat destinado na plataforma de assistência, basta acessar o site através desse link. Mesmo que você não tenha certeza se precisa de ajuda, um voluntário estará capacitado para atendê-lo da melhor forma, com anonimato e sigilo.

O tratamento

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o tratamento inclui a prescrição de remédios antidepressivos e ansiolíticos, além de psicoterapia. Desse modo, a recuperação do paciente é progressiva e inclui cuidar da doença e dos problemas que podem estar relacionados a ela. Como a depressão, por exemplo. Sendo assim, a descontinuação da medicação é feita progressivamente, minimizando o risco de recaída.

Não ignore o que você está sentido

Agora que você sabe mais sobre síndrome do pânico, é importante observar se você conhece alguém que sofra dessa patologia e assim conseguir agir e dar suporte evitando danos colaterais. Saiba que essa é uma doença contemporânea, portanto, pode ser muitas vezes ignorada. Por isso, a importante um diagnóstico correto.

Famosos como Gisele Bündchen e Padre Fábio de Melo também já sofreram com essa doença. Portanto, não tenha medo nem vergonha de procurar ajuda, é preciso reconhecer que existe um problema e para uma boa resolução é necessário ação e apoio.

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