Indústria do tabaco investe em pesquisa para garantir redução de danos

Nova geração de produtos é proveniente de tecnologia de ponta

Uma bateria, um cartucho com essências líquidas e um componente capaz de aquecê-las em temperaturas seguras, três vezes menores do que os cigarros comuns. É assim, com três elementos simples e encaixados entre si, que os vaporizadores estão mudando o hábito de fumar. Agora, não é preciso mais queimar tabaco, numa reação que libera mais de 7 mil de componentes químicos, sendo que dezenas deles são perigosos para a saúde. Aos vaporizadores se soma outra opção, os aparelhos de tabaco aquecido, que controlam a temperatura em níveis muito inferiores (e mais seguros) em relação aos cigarros comuns.

Aquecido, mas não queimado, o tabaco não emite tantas substâncias tóxicas.
Graças a essa inovadora geração de produtos, esqueça o cheiro de fumaça nos quartos, nas roupas, nos cabelos, no hálito. Os novos cigarros, ultratecnológicos, oferecem mais conforto, mais segurança – e, inclusive, são uma boa estratégia para parar de fumar, na medida em que, diferentemente dos chicletes e implantes de nicotina, dão uma experiência sensorial semelhante à do fumante tradicional, sem quase todos os contratempos. Por isso mesmo, em 2012, as vendas de cigarros com potencial de risco reduzido superaram as vendas de terapias de reposição de nicotina.

FUMAÇA PROBLEMATICA

“A nicotina sozinha apresenta baixíssimo risco à saúde”, explica Robert West, professor do University College London

Surgidos no começo deste século, os cigarros com potencial de risco reduzido recebem investimentos milionários da indústria do tabaco, que enxerga nesses produtos uma forma de fornecer nicotina a seus clientes, sem a fumaça que, de fato, é o que provoca incômodos e doenças. No caso dos vaporizadores, existem diferentes versões, mas o funcionamento é basicamente o mesmo: são centenas de opções de essências, a maior parte delas contendo nicotina, e o atomizador, que aquece e gera a fumaça, pode ser descartável ou reutilizável.

O sistema é alimentado por uma bateria. Os modelos mais antigos se parecem com cigarros tradicionais, enquanto que os mais modernos apresentam uma grande variedade de design1. Nenhum deles utiliza tabaco, que precisa ser queimado a mais de 900oC.

“A nicotina sozinha apresenta baixíssimo risco à saúde”, explica Robert West, professor do University College London, onde é também diretor de Estudos do Tabaco. “Baseados nas concentrações de substâncias químicas no vapor, prevemos que ele seja muito menos danoso do que a fumaça dos cigarros tradicionais. Então, obviamente, faz sentido para as pessoas que não conseguem parar de usar nicotina mudar para os cigarros eletrônicos”.

VENDAS
CRESCENTES

David Sweanor, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Otawa, reforça: o problema está na fumaça. “Pessoas que cozinham em locais sem ventilação adequada, ou bombeiros, podem sofrer de doenças parecidas com as que atingem fumantes tradicionais, porque elas são provocadas pela inalação de produtos da combustão”. Ele exemplifica: “Se fumássemos cafeína, ao invés de transformar os grãos em bebida, os resultados seriam os mesmos dos provocados pelo cigarro”.

O mercado tem reagido bem a essas novidades. De acordo com a empresa de consultoria e pesquisa de mercado Mordor Intelligence, o mercado de vaporizadores alcançou US$ 11,26 bilhões em 2018 e chegará a US$ 18,16 bilhões em 2024, uma taxa de crescimento anual de 8,28%2.

RISCO REDUZIDO

Os cigarros com potencial de risco reduzido são 95% mais
seguros do que os cigarros tradicionais3. Eles:

-98%

Têm 98% menos metais, carboxila, nitroxaminas e componentes orgânicos voláteis.

-98%

São 98% menos tóxicos do que os cigarros tradicionais.

+60%

Oferecem um índice de abandono dos cigarros tradicionais 60% maior do que os outros métodos.

Reduzem a pressão arterial e melhoram o desempenho dos pulmões, na comparação com os consumidores de cigarros tradicionais.

Afetam 2 genes ligados a
inflamação nos tecidos
pulmonares, contra 123 genes afetados pelos cigarros comuns.

A indústria vem investindo pesado em pesquisas sérias, desenvolvidas por profissionais de renome e laboratórios modernos.

Com os vaporizadores, os fumantes agora contam com alternativas reais aos cigarros tradicionais.

Os cigarros eletrônicos não queimam tabaco, o que evita a emissão de substâncias prejudiciais.

Referência

1. Introduction do Vapour, British American Tobacco, disponível em https://www.bat-science.com/groupms/sites/BAT_B9JBW3.nsf/vwPagesWebLive/DOBB2H3W.

2. E-Cigarette Market - Growth, Trend and Forecast (2019-2024), Mordor Intelligence, disponível em https://www.bat-science.com/groupms/sites/BAT_B9JBW3.nsf/vwPagesWebLive/DOBB2H3W.

3. E-cigarettes: An Evidence Update, PHE publications, disponível em https://www.bat-science.com/groupms/sites/BAT_B9JBW3.nsf/vwPagesWebLive/DOBB2H3W.

4. Trace Metals Derived from Electronic Cigarette (ECIG) Generated Aerosol: Potential Problem of ECIG Devices That Contain Nickel, Dominic L. Palazzolo, Andrew P. Crow, John M. Nelson e Robert A. Johnson, disponível em https://www.bat-science.com/groupms/sites/BAT_B9JBW3.nsf/vwPagesWebLive/DOBB2H3W.

5. Comparative In Vitro Toxicity Profile of Electronic and Tobacco Cigarettes, Smokeless Tobacco and Nicotine Replacement Therapy Products: E-Liquids, Extracts and Collected Aerosols, Konstantinos Farsalinos (coord.), disponível em https://www.bat-science.com/groupms/sites/BAT_B9JBW3.nsf/vwPagesWebLive/DOBB2H3W.

6. Real-world Effectiveness of E-cigarettes When Used to Aid Smoking Cessation: a Cross-sectional Population Study, Cancer Research UK Health Behaviour Research Centre, University College London, disponível em https://www.bat-science.com/groupms/sites/BAT_B9JBW3.nsf/vwPagesWebLive/DOBB2H3W.

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