Como já previsto no Censo do Ensino Superior de anos anteriores, as vagas no ensino superior a distância superaram a modalidade presencial. Esse é o resultado do Censo de 2018.

Aumentar o acesso ao ensino superior por meio da EaD, numa oferta de qualidade e com o uso de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) é uma tendência global prevista há anos atrás, e pode ser evidenciada pelo próprio comunicado da Unesco ao final de sua Conferência Mundial sobre o Ensino Superior realizada em Paris no ano de 2009.

Para os participantes da conferência, era tarefa das instituições públicas e privadas, investidores e poder público, além da população em geral, trabalhar em prol da ampliação da oferta do ensino superior, promovendo equidade e igualdade de oportunidades.

Assim, no quesito vagas, podemos identificar que a amplitude da oferta do ensino superior foi alavancada pela EaD, especialmente quando esta supera o ensino presencial em números.

Quer conferir estes dados? Leia este artigo até o final e saiba mais sobre os dados coletados no Censo do Ensino Superior 2018.

Ensino superior a distância x presencial

De acordo com os dados do Censo da Educação Superior divulgados no dia 19 de setembro de 2019 pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram ofertadas, no total geral, 13.529.101 vagas em cursos de graduação no Brasil em 2018.

Em 2014, foram 8.081.369 vagas abertas, o que indica um crescimento total de 67,41% de oportunidades no ensino superior em 4 anos.

Em 2018, do montante geral de vagas, enquanto 6.358.534 foram de cursos presenciais, 7.170.567 referiam-se cursos a distância. Se compararmos com os dados de 2014, enquanto 5.038.302 vagas do ensino superior eram de cursos presenciais, 3.042.977 vagas eram de cursos a distância.

Dessa forma, é possível identificar que a oferta de vagas no ensino superior presencial cresceu, de 2014 a 2018, 26,20%; no mesmo período, as vagas a distância tiveram um salto de 135,64%.

Matrículas no ensino superior

O Censo realizado pelo Inep apontou que o aumento no percentual de alunos matriculados no ensino superior foi de 56,4%, com um crescimento de 3,8% na taxa média a cada ano, entre 1980 e 2018, sendo neste último ano o aumento de 1,9%. Também em 2018, houve um crescimento de 1,6% nas matrículas da rede pública e 2,1% da rede privada.

Quanto à modalidade de ensino, os alunos ingressantes no ensino superior em EaD crescem de forma substancial desde 2008, passando de 463.093 para 1.373.321 em 2018, mais que o triplo de estudantes.

O número de ingressantes na modalidade presencial variou em crescimento de 2008 a 2014, ano que marcou uma queda gradativa até 2018 e a perda de espaço para a formação remota.

A partir disso, é possível compreender que o aumento exponencial de vagas no ensino superior e matrículas deve-se especialmente ao aumento da oferta de vagas em EaD.

Maioria estuda à noite

Dentre as matrículas efetivas no ensino superior, o Censo 2018 indicou 58,6% do total geral se concentra no turno noturno.

Diante da rotina do público que frequenta a faculdade que envolve também, em sua maioria, uma ocupação profissional, entende-se que sua preferência será obrigatoriamente pelo turno subsequente ao seu expediente.

Sobretudo, aos que possuem uma rotina profissional ainda mais acelerada e com horários que impossibilitam sua frequência às aulas presenciais, a EaD se apresenta como a alternativa mais viável para quem busca um ensino acessível, a qualificação e o diploma tão desejados dentro do espaço, do tempo e do orçamento viável para o aluno em questão.

Estes são alguns dos motivos do ensino a distância ser o que mais cresce no Brasil.

Cursos de licenciatura são os mais requisitados no EAD

O mercado da EaD tem crescido substancialmente, sobretudo na oferta de cursos de ensino superior. Nesse quesito, o Censo 2018 indicou que a preferência dos alunos que aderem a esta modalidade de ensino para obterem um diploma de graduação optam pelas licenciaturas, enquanto que a maioria do ensino presencial prefere o bacharelado.

Os cursos de bacharelado e licenciatura possuem praticamente a mesma base, mas o foco do bacharelado será a atuação no mercado específico da área, enquanto a licenciatura habilita o profissional a ser professor. A licenciatura também possui, em sua maioria, uma carga horária um pouco menor do que o bacharelado.

Assim, muitos estudantes buscam na licenciatura uma formação e um acesso mais rápido no mercado de trabalho, com a possibilidade de complementar sua formação na sequência, ao cumprir com as exigências das disciplinas obrigatórias para adquirir também o diploma de bacharel.

Cursos tecnológicos são os mais requisitados

O campo da EaD, de acordo com o Censo de Ensino Superior 2018, já possui mais de 50% dos alunos matriculados em cursos tecnológicos no país. Em 2008 eram 127.619 alunos, enquanto em 2018 foram registrados 568.873 ingressantes.

Neste mesmo período, a graduação tecnológica presencial registrou em 2008 o número de 412.032 alunos ingressantes e, em 2018, o número de 529.193, sendo que o número era maior até 2013, ano que registrou o início de uma queda gradativa até o ano vigente.

78,5% dos graduados se formaram na rede privada

Em 2018, 1.264.288 alunos concluíram algum curso de graduação, sendo 78,5% deles na rede privada e 20,5% na rede pública. Desse número, 990.415 eram alunos do ensino presencial e 273.873 do ensino a distância.

Com relação ao ano de 2017, a modalidade de ensino presencial teve aumento de concluintes de 4,5% enquanto a modalidade de ensino a distância teve aumento de 8,6%.

EaD e o Plano Nacional de Educação

O Censo do Ensino Superior de 2018 deu um panorama geral do que percebemos na prática com a EaD.

O mercado EaD está em ascensão com muitas vias de incentivo a fim de que a cultura digital também esteja presente no ser e fazer a educação: na organização da escola, na (re)organização curricular, em procedimentos pedagógicos metodológicos, mas, inicialmente, na expansão da oferta de cursos.

A ampliação de vagas no ensino superior faz parte das metas do Plano Nacional de Educação, e encontra na EaD uma aliada para a superação deste desafio.

O primeiro Plano Nacional de Educação foi elaborado em 1996, com duração de 10 anos (2001-2010) defronte a uma recomendação do próprio Manifesto dos Pioneiros (1932), para a criação de um plano unitário nacional.

A ideia era de que ele viabilizasse o enfrentamento das desigualdades sociais educacionais no país e que reestruturasse a educação de uma forma ampla e igualitária, a fim de garantir acesso, permanência e qualidade de ensino a todo e qualquer cidadão brasileiro.

Metas do PNE

O PNE vigente foi aprovado em pela Lei nº 13.005/2014. Como no primeiro, metas foram estabelecidas para serem cumpridas no prazo de duração do plano, 10 anos, e duas dessas fazem referência direta ao ensino superior no Brasil e aos desafios a serem superados dentro do prazo de vigência do atual plano:

Meta 8

Elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Meta 12

Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público.

O que os próximos censos irão contar?

A previsão é que o mercado EaD continue crescendo, expandindo seu campo de atuação, como já se pode notar por meio da abertura para o credenciamento de cursos stricto sensu ofertados por outras instituições além da Universidade Aberta do Brasil (UAB), cursos estes voltados para funcionários públicos especificamente, dirigidos pela própria Capes.

Assim, o que fica é sempre a preocupação pela oferta de um ensino de qualidade, acessível à população, itens que a EaD já mostrou que pode ofertar.

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